 |
|
|
 |
 |
 |
Nivia Gomes Basile, Maria Tereza Leite de Barros e Maria Isabel Basile da Vésper : fugindo à padronização
Se o seu filho não está nem aí para os estudos, calma: isso é mais que comum, é esperado. “Até os alunos mais aplicados sempre dão um jeitinho de empurrar a escola com a barriga”, assegura a pedagoga Nívia Gomes Basile, referindo-se especialmente aos adolescentes.
Diretora do Vésper Estudo Orientado, uma das escolas alternativas e de apoio ao aluno, Nívia adverte que “a verdadeira educação escapa a todo tipo de padronização”. É fato: a escola modela o estudante desde a roupa até a hora certa de se levantar o braço para fazer perguntas. “Todas as escolas vêm se esforçando muito para se inserir no mundo dos adolescentes, mas a padronização é um entrave”, acrescenta.
A vertiginosa ocupação feminina no mercado de trabalho e a consequente ausência da mãe na tarefa cotidiana de acompanhar o desenvolvimento escolar dos filhos são fatores importantes para a incrementação do estudo orientado. E a procura por esse segmento, sobretudo entre famílias de classe média, tende a crescer na mesma medida. No ano passado, cerca de 400 crianças e adolescentes passaram pela Vésper, que além de atender aos interesses imediatos do aluno oferece alguns cursos regulares como Vestibulinho, Vestibular, Redação, Orientação Vocacional e Trabalhos Psicopedagógicos. A grande procura fez com que Nívia franquiasse mais duas unidades. “Não há segredo: nos baseamos na valorização do aluno, na relação de confiança entre ele e a escola”, diz. “Uma coisa é certa. A autoridade já não é intocável e a escola tem de aprender a lidar com isso”, acredita.
" Não há segredo: nos baseamos na valorização do aluno" - Nivia Gomes basile
Engana-se quem imagina que apenas o baixo rendimento escolar é um dos sintomas da necessidade desse apoio extra.
Vários alunos, sem qualquer problema de adaptação escolar, procuram orientação para se aprofundar em matérias específicas, como Maria Cecília Leite de Barros, 13 anos, que se inscreveu no Vésper para estudar matemática financeira.
“Matemática é a matéria que eu mais gosto. Além disso, penso em ser administradora de empresas, apesar de o meu pai sugerir o curso de Direito”, conta Cecília, aluna do colégio Santa Cruz.
Resultados
Exemplo ainda mais concreto foi a passagem de Renata Paccola pela Vésper há 23 anos. Na ocasião com 14 anos de idade, se preparava para um vestibulinho (exame de seleção para o ensino médio, ainda exigido em algumas escolas tradicionais). Ao estudar redação justamente sob os cuidados de Nívia, descobriu-se escritora. Após o colegial, formou-se em Direito (4o lugar na primeira lista de chamada do Mackenzie). Hoje advogada, é vice-presidente deu duas entidades e já publicou duas obras literárias. “O curso foi importantíssimo para mim, pois gerou consequências positivas no colegial, no curso superior e até hoje”, ressalta.
O chamado estudo orientado ocupa o espaço vago entre a escola e a família, preenchido até então, quando muito, por cursos de idiomas (que esses centros também oferecem). De forma personalizada, individualmente ou em pequenos grupos, o aluno aprende de acordo com suas possibilidades de compreensão.
|
 |

|
 |
 |
 |
 |
|
|
 |