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Por Daniela Tófoli
Em pouco mais de um mês o ano letivo termina e quem está na corda bamba não pode perder mais tempo. É hora de estudar para não repetir de ano. Ou para evitar as recuperações que costumam ocupar parte das férias. Segundo especialistas, ainda dá para melhorar o boletim, desde que ele não esteja cheio de notas vermelhas em todas as disciplinas.
Para isto, o essencial é dedicação. Mas algumas dicas podem ajudar os estudantes e os pais. "Com um estudo intensivo, é possível se recuperar, mas nem toda criança consegue fazer isso sozinha", afirma a diretora da Vésper - Estudo Orientado (uma escola especializada em reforço), Nívea Gomes Basile.
"Então, é preciso que os pais estudem junto com os filhos ou que contratem um professor particular."
O principal problema dos alunos, garante, não é a dificuldade em aprender mas a falta de organização com os estudos. "Nem todo mundo sabe estudar em casa e apenas com a criação de uma rotina, como um horário certo para rever as aulas, já é possível melhorar o desempenho."
Outra sugestão é que o estudante sempre tenha um adulto para tirar dúvidas.
"Pode ser um orientador do próprio colégio, o pai - desde que ele tenha paciência - ou um profissional preparado para isso. O importante é que ele estude sozinho mas possa contar com um apoio."
A gerente de marketing Sandra Saruê, de 35 anos, descobriu na prática que estudar com os filhos Ilan, de 10 anos, e Ariel, de 6, é a melhor maneira de ajudá-los a ir bem na escola. "Todo dia, quando chego do trabalho, tomo a lição do Ilan", conta. "Alguns meses atrás tinha parado de fazer isso porque estava sem tempo e o desempenho dele na escola caiu."
Com Ariel, ela não se preocupava tanto, até que foi chamada pela professora.
"Ele estava com algumas dificuldades na alfabetização e me pediu para dar uma ajuda em casa", diz. "Fui na livraria com ele e compramos vários livros.
A gente lê junto e depois escreve junto também. Acaba sendo uma diversão."
Com isso, os problemas do caçula praticamente desapareceram.
"A participação dos pais no estudo é muito importante para que uma criança se recupere", afirma a coordenadora do curso de pedagogia da PUC, Regina Lúcia Giffoni. "Não adianta ficar pressionando-a ainda mais. É preciso ajudá-la e avaliar os motivos das dificuldades."
Regina lembra que o pai não deve se preocupar apenas com a nota, com a aprovação. "Tem de ver se a criança está feliz, se recebe a atenção necessária da escola. Senão, o problema pode se repetir no ano seguinte."
Ela garante, ainda, que se o colégio importa-se apenas com o conteúdo, é mais difícil conseguir a aprovação de um aluno que está indo mal. "Assim como também é mais difícil recuperar um estudante que tira notas baixas em todas as disciplinas."
Essa era a situação de Daniel, 15 anos, no fim do semestre passado. "Ele não estava conseguindo acompanhar a turma e resolvi mudá-lo de escola", conta sua mãe, Rosa Etsuko Hirose, de 50 anos. "Mas não adiantou muito porque ele continua indo mal nas matérias de exatas, principalmente física e matemática, e vai ficar de recuperação."
Rosa torce, apenas, para que o filho não seja reprovado. "O problema é que ele não estuda e só quer saber de ficar na internet", diz. "Para obrigá-lo a se dedicar mais, cortei os presentes, como os móveis novos para o quarto que ele queria. Vamos ver se assim vai dar certo."
O ideal, lembra Nívea, é que os estudantes e suas famílias busquem uma orientação assim que surge a primeira nota baixa. "Deixar para resolver o problema nessa altura do campeonato torna tudo mais complicado, mas não impossível."
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