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Havia um viúvo que tinha um casal de filhos muito espertos, e que eram muito curiosos sobre tudo. Eles viviam fazendo perguntas. Perguntas, perguntas, perguntas. Apesar de o pai das crianças conseguir responder a várias perguntas, para muitas delas ele não encontrava respostas. Por isso, começou a sentir que precisava arranjar alguém que pudesse. Assim, ele decidiu mandar os filhos para viverem com um velho sábio que morava na montanha. E assim foi feito.
Os filhos foram morar com o velho sábio da montanha. E eles continuaram fazendo perguntas. Perguntas, perguntas, perguntas. Mas diferentemente do pai; o velho sábio sempre tinha uma resposta. Ele conseguia responder absolutamente a todas as perguntas que os meninos faziam.
No começo, foi uma festa. Mas com o passar do tempo, os meninos começaram a achar aquilo meio irritante, pois não importava o que eles perguntassem, o velho homem sempre tinha a resposta. Assim, o tempo foi passando e os meninos começaram a achar aquilo super irritante. Aí eles começaram a procurar um jeito de “pegar” o homem.
Um dia, o irmão correu para a irmã com uma linda e brilhante borboleta azul nas mãos. “Eu tive uma brilhante ideia”, ele falou. “Eu acabei de encontrar essa borboleta e eu pensei que posso segurá-la nas mãos e ir perguntar para o velho sábio se ela está viva ou morta. Se ele responder que está morta, eu abro a mão e deixo ela sair voando. Se ele responder que está viva, eu dou um rápido e forte apertão nela, abro as mãos e digo: “Errado, ela está morta!”.
Assim, qualquer resposta que ele der nós venceremos e conseguiremos enganá-lo. “Brilhante”, falou a irmã, e eles foram procurar o velho sábio.
Encontraram o homem, sentado numa pedra debaixo de uma árvore de eucalipto. As crianças correram em sua direção. - “Ó velho sábio”, falou o irmão com a borboleta, “Eu peguei essa borboleta em minhas mãos, e eu gostaria de te perguntar se ela está viva ou morta”.
O velho sábio olhou por um momento para as crianças e pensou. Aí ele sorriu. “Meus queridos”, ele falou, “a borboleta está...
"EM SUAS MÃOS"
É interessante percebermos que muito mais coisas, do que às vezes nos damos conta, estão em nossas mãos...
As atitudes que podemos tomar ou não; os cursos que resolvemos fazer ou não; o estudo que podemos levar a sério ou não; o cuidado com nosso corpo e com nossa alimentação que podemos ter ou não; o cuidado e carinho com nossos familiares, companheiros, colegas e amigos que podemos ter ou não. Em última análise, os relacionamentos que podemos cultivar ou não; o curso de idiomas ou informática que podemos fazer ou não; permanecer ou não nessa escola, nesse emprego, nessa carreira...
A tomada ou não dessas atitudes tem repercussões e consequências diretas em nossas vidas, produzindo e determinando consequências e efeitos.
Enfim, nosso aperfeiçoamento, nosso destino, nossa vida, estão muito mais do que imaginamos.
Maria Tereza Gomes Basile
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